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Capacitação em Planos de Saúde – Necessidade e Oportunidade

Capacitação em Planos de Saúde – Necessidade e Oportunidade

A saúde suplementar brasileira deixou de ser um campo meramente operacional para se tornar um ambiente de alta complexidade estratégica. Regulação intensa, judicialização, inflação médica persistente, pressão por resultados assistenciais e equilíbrio econômico-financeiro tornaram o setor um verdadeiro laboratório de gestão avançada. Nesse cenário, a capacitação específica deixou de ser diferencial — tornou-se requisito. Um setor que exige visão sistêmica A atuação das operadoras é diretamente impactada pela regulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por decisões reiteradas judiciais, alterações legislativas e pela dinâmica do sistema público coordenado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Isso significa que o profissional da área precisa dominar: – Regulação e compliance – Gestão de riscos assistenciais – Precificação e sustentabilidade atuarial – Governança corporativa – Indicadores de desempenho e sinistralidade – Estratégia e posicionamento de mercado Sem essa base estruturada, a atuação tende a ser reativa. Com ela, torna-se estratégica. A oportunidade para quem deseja liderar É exatamente nesse ponto que entram duas formações executivas altamente alinhadas às necessidades atuais do setor estão propostas: MBA em Saúde Suplementar Voltado para quem deseja compreender profundamente o funcionamento do mercado, estruturação de produtos, comercialização, regulação, riscos e seus modelos de financiamento. Voltado para corretores, gestores de vendas, contratantes etc. https://www.ipetec.com.br/curso/mba-em-saude-suplementar/ MBA em Gestão de Operadoras de Planos de Saúde e Odontológicos Focado na gestão prática e estratégica das operadoras, abordando governança, finanças, produtos, riscos assistenciais, modelos de gestão e regulação, formação de credenciada, auditoria e sustentabilidade. Voltado para profissionais que trabalham ou querem trabalhar em operadoras e administradoras de benefícios. https://www.ipetec.com.br/curso/mba-em-gestao-de-operadoras-de-planos-de-saude-e-odontologicos/ Por que isso importa para sua carreira? O mercado está cada vez mais seletivo. Ele busca profissionais que entendam a lógica econômica da saúde suplementar, saibam dialogar com áreas técnica, jurídica e financeira, compreendam riscos regulatórios e assistenciais, tomem decisões baseadas em dados, tenham visão estratégica de longo prazo. A capacitação estruturada acelera esse posicionamento. Necessidade e oportunidade Necessidade, porque o setor exige especialização real. Oportunidade, porque há espaço para profissionais preparados assumirem posições de liderança técnica e executiva. Em um ambiente onde sustentabilidade financeira e qualidade assistencial precisam coexistir, formação específica é o que separa quem executa de quem decide. Se você atua — ou deseja atuar — na saúde suplementar, este pode ser o momento estratégico para investir em sua qualificação. O mercado não está menos complexo. Ele está mais exigente e profissionais preparados são sempre mais valorizados.

Bradsaúde nasce e coloca corretor no centro da estratégia comercial

Bradsaúde nasce e coloca corretor no centro da estratégia comercial

A Bradsaúde foi anunciada nesta sexta-feira (27), em coletiva realizada na sede da Bradesco Seguros, em São Paulo, como a nova holding que consolida todos os ativos de saúde do Grupo Bradesco. A companhia nasce com mais de R$ 52 bilhões em receitas, cerca de 28% de participação de mercado e aproximadamente 13 milhões de brasileiros assistidos. Segundo o presidente do Grupo Bradesco Seguros, Ivan Gontijo, em entrevista exclusiva para o CQCS, os corretores de seguros terão papel central como principal canal de vendas, potencializando o alcance e a oferta de soluções integradas para beneficiários em todo o Brasil. Ao CQCS, Gontijo enfatizou que a principal sinergia da Bradsaúde está na área comercial e destacou o papel estratégico da distribuição. “Os corretores são o nosso principal canal de vendas. Sempre foram e continuarão sendo.” “É fundamental que os corretores conheçam a nova companhia para que possam usufruir dos novos produtos e das novas sinergias de negócios.”, afirmou. Segundo Ivan, o propósito é ampliar o alcance da marca em todo o país. “Nosso principal propósito é criar valor, desenvolver novos negócios e alcançar cada vez mais pessoas, do Amazonas ao Rio Grande do Sul.” O Grupo Bradesco Seguros, Ivan Gontijo, afirmou que a Bradsaúde é resultado de uma trajetória iniciada em 1983, quando o grupo passou a atuar na saúde suplementar. “Esse é um projeto que nasce robusto, com números consistentes, mas não é um projeto de hoje. Ele é fruto de mais de quatro décadas de construção”, disse. De acordo com ele, a nova estrutura reúne aproximadamente 13 milhões de brasileiros assistidos e destacou o potencial de crescimento do setor. “Em um país com mais de 200 milhões de brasileiros, sendo cerca de 52 milhões com acesso à saúde suplementar, há espaço relevante para crescimento”, afirmou. A estrutura reúne Bradesco Saúde, Odontoprev, Mediservice, Atlântica Hospitais, Orizon e Meu Doutor Novamed, além de investimentos em oncologia e participação acionária de 25% em laboratórios e centros de diagnóstico. O objetivo é formar um ecossistema integrado no setor e ampliar a complementaridade dos negócios. O presidente do Conselho de Administração do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, destacou que a Bradsaúde representa a consolidação de uma estratégia construída ao longo dos anos. “Percebam que é uma sequência de empresas formatando a construção. A Bradsaúde reforça a estratégia da organização em construir e criar valor a longo prazo”, afirmou. Trabuco também ressaltou a importância da escala no setor. “Escala é um fator extremamente importante no mercado de seguros e de planos de saúde, porque a lei dos grandes números é fundamental para garantir sustentabilidade no médio e no longo prazo”, disse. Segundo ele, a operação supera R$ 52 bilhões em receitas. O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, destacou que o movimento faz parte da agenda estratégica do banco e que a nova companhia permitirá capturar sinergias relevantes e ampliar oportunidades futuras. Noronha também ressaltou que a empresa já nasce listada no Novo Mercado e que há uma diretriz estratégica para, no futuro, alcançar 25% de free float, reforçando que a operação foi estruturada no momento considerado adequado para geração de valor aos acionistas. O novo CEO da Bradsaúde, Carlos Marinelli, que está há cinco anos no grupo, ressaltou a dimensão da operação. “São quase 4 milhões de beneficiários na Bradesco Saúde e mais de 9 milhões na OdontoPrev”, afirmou. Segundo ele, a companhia também conta com mais de 3 mil leitos hospitalares, forte presença em medicina diagnóstica e atuação relevante em gestão de saúde corporativa. “Ela nasce líder, com cerca de 28% de market share em saúde e também com aproximadamente 28% em odontologia”, destacou. O CEO da Odontoprev, Elsen Carvalho, explicou que o Conselho de Administração instalou um Comitê Independente para tratar dos temas da transação. “A partir da estrutura da operação, estabeleceu-se uma relação de troca, e o acionista minoritário da OdontoPrev passará a deter participação de 8,65% na nova companhia”, afirmou. Ele acrescentou que a empresa permanecerá listada no Novo Mercado da B3 e que a operação está sujeita à aprovação da ANS. Após as aprovações regulatórias e societárias, poderão ser alterados o nome da companhia e o ticker para negociação na Bolsa. Com a criação da Bradsaúde, o Grupo Bradesco estrutura um novo ciclo de crescimento na saúde suplementar tendo a distribuição como eixo estratégico. Ao concentrar operadoras, rede hospitalar, tecnologia e diagnóstico em uma única holding, a companhia amplia o portfólio disponível ao mercado e reforça o protagonismo do corretor como elo essencial entre a nova plataforma e os milhões de brasileiros atendidos.

A MedSenior anuncia a chegada de Rafael Loures

A MedSenior anuncia a chegada de Rafael Loures

A MedSenior anuncia a chegada de Rafael Loures, que passa a integrar o time como Diretor Comercial Corporativo. O executivo chega para fortalecer a estratégia comercial da companhia, atuando nos contratos corporativos empresariais e coletivos por adesão, com atuação em todo o território nacional, sob a gestão de Rafael Maganete. A MedSenior segue investindo em talentos e em uma estrutura comercial cada vez mais sólida, alinhada ao seu compromisso com crescimento sustentável, excelência em gestão e foco no cuidado com a vida.

Hanna, AI da Affix Alter, impulsiona à marca de R$ 1 milhão em vendas.

Hanna, AI da Affix Alter, impulsiona à marca de R$ 1 milhão em vendas.

Inteligência artificial acelera vendas e leva administradora de benefícios à marca de R$ 1 milhão A tecnologia já deixou de ser tendência para se tornar um fator decisivo no mercado de planos de saúde. Prova disso é o recente resultado alcançado pela administradora de benefícios Affix Alter, que atingiu a marca de R$ 1 milhão em vendas com o apoio da inteligência artificial Hannah, solução desenvolvida pela Kuint. Criada para acelerar processos comerciais no setor, a Hannah é uma inteligência artificial projetada para realizar cotações e transmissões de planos de saúde em menos de dois minutos, reduzindo drasticamente o tempo operacional e os gargalos comuns no atendimento ao cliente. O impacto é direto no resultado: menos fricção, mais agilidade e maior foco no que realmente gera receita. Ao automatizar etapas operacionais do processo de venda, a solução libera corretores e vendedores para atuarem de forma mais estratégica, fortalecendo o relacionamento com o cliente e aumentando a taxa de conversão. Segundo o case da Affix Alter, a Hannah não tem como objetivo substituir profissionais do mercado. Pelo contrário: a tecnologia atua como um amplificador da performance dos bons vendedores, trazendo escala, consistência e velocidade em um ambiente cada vez mais competitivo. O resultado reforça um movimento que já está em curso no setor de saúde suplementar: a transformação digital aplicada de forma prática e orientada a resultado. Empresas que investem em tecnologia no ponto certo do processo comercial ganham vantagem competitiva, eficiência operacional e capacidade de crescimento sustentável. O case mostra que, no mercado de planos de saúde, quem lidera a inovação sai na frente — e os números comprovam isso.

Bradesco anuncia reestruturação inédita na área de saúde

Bradesco anuncia reestruturação inédita na área de saúde

O Banco Bradesco e o Grupo Bradesco Seguros anunciaram, nesta sexta-feira (27), a criação da Bradsaúde, uma holding que consolida os ativos de saúde do conglomerado com o objetivo de formar um ecossistema integrado no setor. A iniciativa foi comunicada ao mercado por meio de Fato Relevante. A nova companhia nasce a partir da integração de empresas já consolidadas no segmento, como Bradesco Saúde, Odontoprev, Atlântica Hospitais e Participações, entre outras. A Bradsaúde será listada no Novo Mercado da B3 e inicia suas operações com receita de R$ 52 bilhões, lucro de R$ 3,6 bilhões e retorno sobre patrimônio (ROE) de 24%, considerando dados consolidados de 2025. O ecossistema reúne diferentes frentes da cadeia de saúde, incluindo planos médico-hospitalares e odontológicos, hospitais, clínicas de atenção primária e oncológica, além de soluções tecnológicas e investimentos em diagnósticos. Ao todo, a estrutura soma mais de 13 milhões de beneficiários, cerca de 3,6 mil leitos hospitalares e 35 clínicas. Entre os principais ativos que compõem a Bradsaúde está a Bradesco Saúde, líder do setor, com faturamento de R$ 41 bilhões e 3,9 milhões de beneficiários. A Odontoprev, por sua vez, lidera o segmento odontológico, com mais de 9 milhões de clientes e receita de R$ 2,4 bilhões em 2025. Também integram o conglomerado a Mediservice, especializada em gestão de redes compartilhadas; a Atlântica Hospitais e Participações, voltada à expansão da infraestrutura hospitalar privada; a Orizon, focada em tecnologia e inteligência de dados para o setor; e a rede Meu Doutor Novamed, com atuação em atenção primária e mais de 3 milhões de atendimentos realizados. Na área oncológica, o grupo participa da Croma Oncologia, joint venture com o Fleury e a Beneficência Portuguesa, voltada à jornada completa do paciente. Já no segmento de diagnósticos, mantém participação de 25% no Grupo Fleury, uma das principais redes do país. Segundo o Bradesco, a criação da Bradsaúde busca capturar sinergias entre os diferentes negócios e ampliar a atuação em toda a cadeia de valor da saúde suplementar. Entre as prioridades estratégicas estão o fortalecimento da liderança nos planos de saúde e odontológicos, a expansão da rede hospitalar, o desenvolvimento da atenção primária e oncológica e a ampliação da oferta de produtos, especialmente para pequenas e médias empresas. Para o presidente do Conselho de Administração do Bradesco e da Odontoprev, Luiz Carlos Trabuco Cappi, a iniciativa representa um marco na estratégia do grupo no setor. Ele afirmou que a nova estrutura “cria o mais completo ecossistema de saúde do Brasil” e deve impulsionar oportunidades de crescimento em um segmento considerado estratégico para a economia. O presidente do Banco Bradesco, Marcelo Noronha, destacou que o grupo segurador é um dos pilares do modelo de negócios da instituição e que a reorganização fortalece a capacidade de geração de valor. Segundo ele, o movimento amplia as possibilidades de crescimento e transformação da organização. Já o presidente do Grupo Bradesco Seguros, Ivan Gontijo, afirmou que a criação da holding reflete uma estratégia de longo prazo para ampliar a presença no setor diante da crescente demanda por serviços de saúde suplementar. Na mesma linha, o CEO da Odontoprev, Elsen Carvalho, avaliou que a integração deve ampliar canais de distribuição e acelerar a penetração do seguro odontológico, especialmente entre pequenas e médias empresas. A conclusão da operação ainda depende do cumprimento de condições usuais, incluindo aprovações regulatórias.

ANS concede portabilidade especial para clientes de sete operadoras

ANS concede portabilidade especial para clientes de sete operadoras

6º Congresso dos Corretores de Seguros do Norte e do Nordeste

6º Congresso dos Corretores de Seguros do Norte e do Nordeste

Esta edição, que será realizada nos dias 13 e 14 de março de 2026, na Bahia, será marcada pela união de duas grandes regiões do Brasil, representando um total de 13 estados, em um único evento. Organizado em conjunto pelos Sindicatos dos Corretores de Seguros do Norte e do Nordeste, o Congresso contará com o apoio institucional da Fenacor e da Escola de Negócios e Seguros (ENS). “Esse, sem dúvida, será um dos grandes eventos do mercado de seguros. Tenho certeza que será um encontro que vai agregar muito valor”, afirma o presidente da Fenacor, Armando Vergilio. A expectativa é de que mais de 3,5 mil profissionais do mercado de seguros estejam presentes. “Vamos fazer um evento inesquecível, que será um marco na história dos nossos Congressos”, projeta o presidente do Sincor-BA, Josimar Antunes Ribeiro, anfitrião e um dos responsáveis pela organização do evento. O 6º CONSEGNNE terá, além de grandes palestras, salas de negócios, uma feira para muito networking e apresentação de novidades pelas seguradoras, shows e sorteios de carros, seguindo o modelo de sucesso já adotado no Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros. O palco desse grande evento será o belíssimo Centro de Convenções de Salvador (CCS), um espaço projetado para proporcionar uma experiência diferenciada, e que conta com uma estrutura e arquitetura arrojadas e acolhedoras, além de excelente localização e espaços moduláveis, permitindo maior flexibilidade na organização do Congresso. O local fica bem próximo de uma rede hoteleira que oferece várias opções para os participantes. CONSEGNNE 2026, fenacor

Procedimentos Odontológicos Fora do Rol da ANS: O que Mudou com a Decisão do STF?

Procedimentos Odontológicos Fora do Rol da ANS: O que Mudou com a Decisão do STF?

Decisão Histórica do STF e o Impacto na Odontologia O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu novas diretrizes cruciais que afetam diretamente a cobertura de procedimentos de saúde não listados no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Essa decisão representa um marco significativo para os beneficiários de planos de saúde, em especial para aqueles que necessitam de tratamentos odontológicos especializados. A odontologia moderna, com sua constante evolução tecnológica, frequentemente oferece tratamentos e procedimentos inovadores que ainda não foram incorporados ao Rol da ANS. Isso historicamente gerava debates e entraves na autorização de procedimentos essenciais para a saúde bucal dos pacientes. A decisão do STF visa mitigar essa problemática, garantindo um acesso mais justo e abrangente aos cuidados odontológicos necessários. Quais Tratamentos Odontológicos São Afetados? A decisão do STF possui um impacto direto em diversos tratamentos odontológicos complexos e avançados. Alguns exemplos notáveis incluem: Implantes Dentários: Essenciais para a reabilitação oral em casos de perda dentária, os implantes melhoram a função mastigatória, a estética e a autoestima do paciente. Próteses Avançadas: Próteses sobre implantes, próteses protocolo e outros tipos de próteses de alta complexidade que restauram a função e a estética oral de forma otimizada. Tratamentos Ortodônticos Especializados: Técnicas ortodônticas inovadoras que visam correções complexas de mordida e alinhamento dentário, muitas vezes não contempladas no rol padrão. Cirurgias Bucomaxilofaciais: Procedimentos cirúrgicos para correção de deformidades faciais, reconstruções ósseas e tratamento de patologias complexas da região bucal. Os Critérios Estabelecidos pelo STF A decisão do STF não significa que todos os procedimentos fora do Rol da ANS serão automaticamente cobertos. A Corte estabeleceu critérios específicos que devem ser observados para a aprovação da cobertura. São eles: Evidência Científica de Eficácia: É imprescindível que o tratamento ou procedimento em questão possua comprovação científica robusta de sua eficácia e segurança. Estudos clínicos, pesquisas e publicações científicas devem sustentar a indicação do tratamento. Recomendação Médica ou Odontológica: A necessidade do tratamento deve ser claramente justificada por um profissional de saúde habilitado, seja um médico ou um dentista. O profissional deverá apresentar um relatório detalhado explicando a relevância do tratamento para o caso específico do paciente. A Importância da Documentação e Justificativa Clínica Para que um procedimento odontológico fora do Rol da ANS seja autorizado, é crucial que o paciente e o profissional de odontologia trabalhem em conjunto para fornecer uma documentação completa e uma justificativa clínica detalhada. Isso inclui: Relatórios Clínicos: Elaborar um relatório detalhado que descreva o quadro clínico do paciente, a necessidade do tratamento proposto e os benefícios esperados. Evidências Científicas: Apresentar estudos científicos, artigos e outras publicações que comprovem a eficácia e a segurança do tratamento. Justificativa da Escolha: Explicar por que o tratamento proposto é a melhor opção para o paciente, considerando suas particularidades e necessidades específicas. O Rol da ANS e a Evolução da Odontologia O Rol de Procedimentos da ANS é uma lista de procedimentos e eventos em saúde que os planos de saúde são obrigados a cobrir. Essa lista é atualizada periodicamente, mas, devido à rápida evolução da odontologia e das tecnologias médicas, muitas vezes não acompanha as inovações e os avanços da área. A decisão do STF reconhece essa defasagem e busca garantir que os pacientes tenham acesso a tratamentos mais modernos e eficazes, mesmo que não estejam explicitamente listados no Rol da ANS. Isso representa um avanço significativo para a garantia do direito à saúde bucal integral e para a promoção de um acesso mais justo e equitativo aos serviços odontológicos. O Que Esperar Após a Decisão do STF A decisão do STF representa um avanço importante, mas também exige atenção e acompanhamento. É fundamental que os pacientes e profissionais de odontologia estejam cientes dos seus direitos e deveres, e que trabalhem em conjunto para garantir o acesso aos tratamentos necessários. A transparência na comunicação entre pacientes, profissionais e planos de saúde é essencial para o sucesso dessa nova dinâmica. Em resumo, a decisão do STF representa um marco para a odontologia, abrindo caminho para que mais pacientes tenham acesso a tratamentos inovadores e eficazes, visando a saúde bucal integral e uma melhor qualidade de vida.

ANS determina alienação de carteira de operadoras de saúde

ANS determina alienação de carteira de operadoras de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a alienação da carteira de beneficiários da operadora Você Total Planos de Saúde Ltda e prorrogou o prazo para a mesma operação na Plano Sigma Saúde Ltda. As decisões estão registradas nas Resoluções Operacionais nº 3.103 e nº3.099, publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (24). A Você Total Planos de Saúde Lmitada (Registro ANS nº 42.248-7; CNPJ 37.319.040/0001-00) deve concluir a alienação de sua carteira de beneficiários em até 30 dias a partir do recebimento da intimação, ficando suspensa a comercialização de planos ou produtos da companhia. Já a Plano Sigma Saúde Ltda (Registro ANS nº 42.340-8; CNPJ 29.117.294/0001-18) teve o prazo para promover a alienação da carteira prorrogado por 15 dias, contados da data do recebimento da intimação. ANS

Fiscalização orientada por dados: a arquitetura regulatória da ANS

Fiscalização orientada por dados: a arquitetura regulatória da ANS

As Resoluções Normativas nº 656, 657, 658 e 659 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com vigência a partir de maio de 2026, marcam uma das mais relevantes transformações já promovidas no modelo de fiscalização da saúde suplementar. Não se trata apenas de ajustes procedimentais, mas da consolidação de um novo paradigma regulatório: a fiscalização deixa de ser predominantemente reativa e sancionatória para se tornar progressiva, orientada por dados e voltada à prevenção de conflitos. Esse movimento altera a forma como operadoras, administradoras de benefícios e prestadores estruturam sua governança, e tende a produzir reflexos concretos também na experiência dos beneficiários. O eixo dessa mudança é a adoção explícita da chamada regulação responsiva. A atuação fiscalizatória passa a ser graduada conforme o comportamento do ente regulado, priorizando diálogo institucional, correção de falhas e resolução de causas estruturais de reclamações, sem afastar a aplicação de sanções quando necessário. A ANS assume uma lógica orientada por indicadores objetivos — especialmente o Índice Geral de Reclamações (IGR) — que permite identificar padrões de funcionamento e não apenas episódios isolados. A fiscalização deixa de olhar exclusivamente para a infração pontual e passa a considerar a capacidade institucional de resposta e o grau de engajamento da operadora na solução de conflitos. Esse modelo incorpora o conceito de responsividade progressiva, frequentemente descrito como um “soft landing”. Antes de medidas mais gravosas, o regulador cria oportunidades para que o ente regulado ajuste processos internos e demonstre evolução. A progressividade, contudo, não significa complacência: situações de engajamento insuficiente ou descumprimento relevante podem acelerar o escalonamento das medidas fiscalizatórias. Na prática, a ANS passa a estimular a autorregulação supervisionada, deslocando parte do protagonismo para as próprias operadoras, que são chamadas a resolver conflitos internamente, com comunicação adequada e cumprimento espontâneo da legislação. Essa expectativa regulatória altera o foco da gestão de conformidade. O objetivo deixa de ser apenas responder a processos administrativos e passa a envolver a construção de mecanismos permanentes de prevenção. Análise de causa raiz das reclamações, revisão de fluxos assistenciais, qualificação do atendimento e integração entre áreas jurídica, regulatória e operacional tornam-se componentes centrais de governança. A conformidade passa a ter caráter estratégico, conectando desempenho institucional e exposição regulatória. As mudanças sancionatórias introduzidas pela RN nº 656 reforçam essa lógica ao alinhar a aplicação de penalidades aos segmentos de classificação prudencial das operadoras. O tratamento passa a refletir porte, complexidade operacional e histórico de conformidade, consolidando o princípio da proporcionalidade. O risco regulatório deixa de ser um elemento isolado e passa a dialogar com a saúde institucional da organização. Complementarmente, a RN nº 659 estabelece um período transitório de escalonamento das multas-base entre 2026 e 2028, sinalizando uma adaptação gradual ao novo ambiente regulatório, mas com expectativa concreta de evolução monitorada. A reformulação dos fluxos fiscalizatórios promovida pela RN nº 657 aprofunda esse movimento. O Procedimento de Notificação de Intermediação Preliminar (NIP) passa a integrar uma arquitetura de inteligência regulatória. Nem toda reclamação seguirá para análise individualizada, mas todas alimentarão a base de dados utilizada pela ANS para planejamento de ações coletivas. A qualidade das respostas e a rastreabilidade das decisões ganham relevância estratégica, pois cada demanda deixa de ser apenas um evento isolado e passa a compor o retrato institucional do ente regulado. O novo fluxo também busca maior previsibilidade e eficiência, com critérios de priorização e metas de processamento compatíveis com a capacidade operacional da fiscalização. O ponto mais inovador desse arranjo é a criação das Ações de Fiscalização Planejada, disciplinadas pela RN nº 658. Em substituição ao ciclo tradicional de fiscalização, o modelo estabelece um sistema escalonado que vai da atuação preventiva à intervenção estruturada. O enquadramento das operadoras decorre principalmente do desempenho medido por indicadores como o IGR e da capacidade de resposta institucional. O objetivo não é apenas corrigir infrações específicas, mas induzir melhoria sistêmica e redução consistente de conflitos. Caso metas não sejam atingidas ou haja descumprimento relevante, permanecem disponíveis instrumentos coercitivos imediatos, preservando a função protetiva da regulação. Os impactos operacionais dessa transformação são significativos. Operadoras precisarão intensificar o monitoramento de indicadores de reclamação, fortalecer canais internos de resolução, aprimorar fluxos de autorização e negativa de cobertura e integrar rotinas de compliance com a gestão assistencial. Hospitais e demais prestadores, embora não sejam o foco direto de todas as medidas, tendem a sentir reflexos nos processos de interface com operadoras, especialmente na comunicação assistencial e na documentação das decisões. Para os beneficiários, o novo modelo sinaliza maior resolutividade e racionalidade regulatória. Ao priorizar dados e padrões coletivos, a ANS busca enfrentar causas estruturais de conflito, reduzindo a dependência de intervenções exclusivamente punitivas. A transparência dos indicadores e o uso de ferramentas públicas de monitoramento ampliam o controle social e incentivam práticas mais consistentes por parte dos agentes regulados. Em síntese, o conjunto normativo que entra em vigor em 2026 não apenas reorganiza procedimentos, mas redefine a lógica da relação entre regulador e regulados. A fiscalização passa a combinar prevenção, diálogo e responsabilização proporcional, estimulando aprendizado institucional e melhoria contínua. Nesse cenário, conformidade deixa de ser uma reação a sanções e passa a constituir um ativo estratégico. Operadoras e prestadores que anteciparem ajustes de governança e investirem em resolução tempestiva de demandas estarão mais bem posicionados em um ambiente regulatório orientado por desempenho e resultados. *Paula Lôbo Naslavsky é sócia do Da Fonte Advogados e coordenadora da área de Saúde Suplementar e Direito Médico/Hospitalar.

Beneficiários 50+ em planos de saúde crescem de 20% para 26,3%

Beneficiários 50+ em planos de saúde crescem de 20% para 26,3%

A participação de beneficiários com 50 anos ou mais nos planos médico-hospitalares aumentou de 20% para 26,3% entre 2000 e 2025, alcançando 13,9 milhões de pessoas em dezembro de 2025. No período recente, entre 2015 e 2025, esse grupo cresceu 20,6%, enquanto o total de beneficiários avançou 5,6%. O processo foi ainda mais intenso nas idades mais elevadas, especialmente acima dos 70 anos. Os dados constam da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) nº 114, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com data-base de dezembro de 2025. A Análise Especial da NAB indica que o crescimento recente concentra-se nas faixas etárias mais avançadas: beneficiários de 60 a 69 anos aumentaram 24,4% entre 2015 e 2025, enquanto as faixas de 70 a 79 anos e de 80 anos ou mais cresceram 44% e 39,2%, respectivamente. O resultado evidencia mudança gradual na composição etária do total de beneficiários, com aumento relativo de participação daqueles que demandam acompanhamento contínuo e maior utilização assistencial. É possível observar a participação de cada faixa etária no total de beneficiários ao longo do tempo. Em 2000, pessoas com 70 anos ou mais representavam 4,7% de participação, percentual que chegou a 7,6% em 2025. Já o grupo entre 50 e 59 anos manteve participação relativamente estável, ao redor de 11%, indicando que o envelhecimento recente ocorre principalmente pelo avanço das idades mais elevadas dentro do sistema. Para o superintendente executivo do IESS, Denizar Vianna, tal movimento requer da saúde suplementar a promoção de ajustes nas suas estruturas e modelos assistenciais. “No período analisado, o crescimento da participação dos beneficiários mais velhos ocorre pelo ingresso de mais pessoas e também pela migração etária dentro do sistema – não necessariamente em uma mesma carteira. Isso gera novas demandas no padrão de utilização e amplia a necessidade de cuidado contínuo, acompanhamento clínico e gestão de condições crônicas. Não se trata apenas de aumento populacional, mas de mudança na composição do risco assistencial”, avalia. Na prática, é esperado um protagonismo cada vez maior da saúde suplementar em assessorar o beneficiário na gestão da própria saúde do que ser um meio de acesso à rede assistencial. Mercado em expansão No fechamento de 2025, os planos médico-hospitalares somavam 53,2 milhões de beneficiários, alta de 2,2% em 12 meses, enquanto os planos exclusivamente odontológicos totalizavam 35,6 milhões de vínculos, crescimento de 3,3%. A cobertura nacional dos planos médico-hospitalares ficou em 24,8% da população, no ano passado. A estrutura do mercado permanece concentrada nos contratos coletivos: 83,9% dos vínculos pertencem a essa modalidade e, dentro dela, 72,9% do total estão em planos coletivos empresariais. No mesmo período, o estoque de empregos formais cresceu 2,7%, enquanto os beneficiários dessa modalidade avançaram 3,7%, indicando forte associação entre emprego e cobertura privada. “A saúde suplementar brasileira continua fortemente ligada ao mercado de trabalho. O emprego formal segue como principal determinante de acesso, enquanto o envelhecimento pesa como determinante de custo”, afirma Vianna. Enquanto o crescimento permanece concentrado nos coletivos empresariais, o relatório mostra retração dos planos individuais e familiares. Considerando o processo de envelhecimento, a saúde suplementar precisa construir meios de atrair os mais jovens e saudáveis a ingressarem no sistema, de modo a preservar o equilíbrio do mutualismo do sistema. “O que se busca é garantir sustentabilidade econômico, financeira e assistencial. O envelhecimento exige modelos assistenciais mais coordenados e foco em prevenção e acompanhamento longitudinal. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho também passa por uma grande transformação, passando por temas como o desinteresse pelo registro pela CLT, o avanço do empreendedorismo e quais são as formas para atrair o público mais jovem ao sistema”, pontua Vianna. “São situações complexas e que possivelmente demandarão mudanças estruturais.” medicinasa

ANS inicia nova etapa da campanha de qualidade cadastral

ANS inicia nova etapa da campanha de qualidade cadastral

Agência incentiva o uso do Comprova e orienta beneficiários a procurarem suas operadoras em caso de dados incorretos A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia uma nova etapa da campanha de qualidade cadastral, incentivando os beneficiários de planos de saúde a verificarem se suas informações pessoais e de contratação estão corretas. A ação será realizada nas redes sociais da Agência, com publicações informativas que destacam o uso do Comprova, um serviço que permite consultar, de forma segura, os dados enviados pelas operadoras para a ANS. Com quatro publicações, distribuídas entre janeiro e março de 2026, o conteúdo explicará o que é o Comprova, por que é importante que o beneficiário confira seus dados e como acessar o serviço, além de reforçar a orientação para que o consumidor procure a operadora em caso de inconsistência. O Comprova está disponível desde fevereiro de 2021 e reúne, em um só relatório, todos os planos de saúde contratados pelo beneficiário, ativos e inativos. A ferramenta facilita o acesso às informações cadastrais e ajuda o consumidor a identificar possíveis erros que possam prejudicar sua experiência com o plano, como dificuldades em processos de portabilidade de carências. A partir de agora, quem acessar o serviço será orientado a entrar em contato diretamente com a operadora caso identifique alguma inconsistência nos dados. Como consultar seus dados Para consultar seus dados, o beneficiário deve fazer login na conta Gov.br e acessar o Comprova por este link. Se encontrar alguma informação incorreta, basta entrar em contato com a operadora e solicitar a atualização dos dados enviados ao Sistema de Informação de Beneficiário (SIB). Principais inconsistências identificadas pelos beneficiários As irregularidades mais comuns observadas no Comprova incluem: 1. Ausência de informações sobre algum plano contratado; 2. Divergências entre as condições contratadas e o que aparece no relatório. Para que a consulta funcione corretamente, é essencial que pelo menos o primeiro nome e a data de nascimento estejam idênticos aos registrados no CPF da Receita Federal. Caso haja diferenças, o sistema pode não exibir todas as informações. O acesso ao Comprova é restrito ao titular dos dados, mediante login na conta Gov.br, garantindo proteção contra acessos indevidos e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). “O acesso rápido ao Comprova e à consulta detalhada para detecção de divergências permitem que o cidadão seja protagonista na gestão de seus dados”, destacou o diretor-presidente e diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Wadih Damous. Com essa nova etapa da campanha, a ANS reforça seu compromisso com a transparência, a segurança das informações e a melhoria contínua dos dados cadastrais da saúde suplementar. Orientação às operadoras A ANS publicou em seu portal, em 25/11/2025, uma seção de tira-dúvidas sobre o SIB, destinada exclusivamente às operadoras. O material traz orientações técnicas sobre como revisar, corrigir e qualificar os dados enviados, beneficiando diretamente os consumidores ao melhorar a base cadastral do setor. Tira-dúvidas do Sistema de Informação de Beneficiários (SIB) — Agência Nacional de Saúde Suplementar. A Agência reforça que o Comprova não substitui a área restrita que todas as operadoras são obrigadas a manter em seus sites, com informações sobre contratação e utilização dos planos, conforme previsto na Resolução Normativa nº 509/2022, que instituiu o Portal de Informações do Beneficiário da Saúde Suplementar (PIN-SS). Fonte: GOV.br

RN 649/2025: o desafio das autogestões e o impacto na receita

RN 649/2025: o desafio das autogestões e o impacto na receita

A dinâmica da saúde suplementar no Brasil caminha para um novo capítulo com a entrada em vigor da Resolução Normativa (RN) nº 649/2025 da ANS em julho deste ano. Ao atualizar as regras para as operadoras de autogestão, a agência não apenas moderniza a governança dessas entidades, mas altera sensivelmente a relação entre prestadores e fontes pagadoras. Para os gestores hospitalares, o cenário exige uma revisão imediata dos processos de front-office e faturamento para mitigar o risco de glosas e garantir a sustentabilidade do fluxo de caixa. A Expansão do Rol de Dependentes e a Pressão no Cadastro Um dos pilares da nova normativa é a alteração do Art. 2º da RN 137/2006, que amplia o grupo familiar elegível como dependente até o quarto grau de parentesco. Se por um lado a medida oxigena as carteiras das autogestões, por outro, cria um desafio operacional crítico para as instituições de saúde. A validação de vínculos familiares distantes (como primos e sobrinhos-netos) aumenta a complexidade da checagem de elegibilidade. Sem processos de automação robustos, as instituições de saúde ficam vulneráveis a glosas por ilegitimidade de beneficiários. O erro no cadastro, que antes era uma exceção, pode se tornar uma falha sistêmica se o prestador não exigir provas documentais rigorosas que espelham a nova realidade da norma. Governança Financeira e o Risco de Reclassificação A RN 649 introduz mecanismos de controle mais rígidos, como o Termo de Garantia Financeira e a possibilidade de reclassificação compulsória da operadora (Art. 20-B). Caso uma autogestão apresente insolvência ou inadimplência contumaz, ela perde o suporte do mantenedor e passa a ser tratada sob exigências de capital regulatório muito mais severas. Para o diretor financeiro (CFO) do hospital, isso deve acender um sinal amarelo. Operadoras em processo de reclassificação ou sob estresse financeiro tendem a utilizar a glosa administrativa como ferramenta de retenção de caixa. Monitorar o status regulatório das autogestões junto à DIOPE/ANS torna-se, portanto, uma etapa indispensável do compliance de receitas. O “Limbo” Jurídico na Saída de Patrocinadores Outro ponto de atenção é o detalhamento do rito de desvinculação de patrocinadores (Art. 20). Embora a norma tente proteger o histórico de despesas, o período de transição entre a saída da empresa patrocinadora e a efetiva exclusão dos beneficiários é solo fértil para glosas sem direito a recurso. A responsabilidade pelas despesas retroativas permanece com a autogestão, mas a agilidade na atualização dos sistemas de autorização será o fiel da balança. Instituições que não possuem comunicação em tempo real com as operadoras podem se ver atendendo pacientes já desvinculados por força da extinção de convênios, resultando em perdas financeiras irrecuperáveis. Intercâmbio de Redes: Complexidade na Auditoria A regulamentação do oferecimento da rede de autogestão para outras operadoras (Art. 3º e 21) reforça a tendência de compartilhamento de infraestrutura. Contudo, o compartilhamento de redes frequentemente traz o desalinhamento de tabelas de materiais e medicamentos (OPME) e regras de auditoria técnica. O hospital passa a lidar com a regra da operadora “A” executada no contrato da operadora “B”, um cenário que historicamente eleva o volume de contas retidas. Conclusão: Da Gestão Reativa à Prevenção A RN 649/2025 não deve ser vista apenas como uma mudança burocrática, mas como um redesenho de riscos no setor. Para as instituições de saúde, a resposta não está no aumento da equipe de faturamento, mas na inteligência de dados. O enquadramento à nova norma exige atualização de sistemas para validar dependentes de 4º grau, acompanhamento contínuo da saúde financeira das autogestões e seus mantenedores e alinhamento contratual claro sobre as regras de intercâmbio de rede para evitar conflitos de tabelas. Em um mercado de margens cada vez mais estreitas, a eficiência na gestão das glosas derivadas da RN 649 será o diferencial entre a sustentabilidade e o prejuízo operacional no próximo ciclo da saúde suplementar. Por Alessandra Calisto Piloto / medicinasa

65% das empresas temem o impacto de “canetas emagrecedoras” nos planos de saúde

65% das empresas temem o impacto de “canetas emagrecedoras” nos planos de saúde

A crescente adoção de medicamentos para o metabolismo, como os análogos do hormônio GLP-1 encontrados nas “canetas emagrecedoras”, tornou-se uma das maiores preocupações dos gestores de benefícios. De acordo com o Relatório Global sobre Saúde Corporativa 2026 da Howden, corretora global especializada em seguros de alta complexidade, dois terços dos empregadores (65%) já listam a tendência de uso desses medicamentos como uma das principais preocupações em relação aos custos de saúde. O impacto financeiro deve ser sentido com mais força nos próximos meses: 53% projetam que os gastos com essas terapias devem aumentar entre 5% e 25% em 2026. Embora os funcionários esperem que os planos de saúde ofereçam este tipo de cobertura, empresas estão tratando o tema com cautela devido ao alto valor dos tratamentos. Para cerca de 9% das organizações, a expectativa é ainda mais alarmante, com uma previsão de alta nos custos superior a 25%. “O cenário coloca o RH diante do desafio de equilibrar o desejo dos colaboradores por novos tratamentos com a necessidade de manter a sustentabilidade financeira do benefício de saúde”, analisa Cláudia Machado, VP de Benefícios da Howden Brasil. O Relatório Global sobre Saúde Corporativa de 2026 da Howden é resultado de uma pesquisa realizada em 13 países de cinco regiões do mundo (excluindo os EUA). A pesquisa incluiu dois questionários on-line respondidos por 422 empregadores e outro por 1460 funcionários. Fonte: medicinasa

Corretor deve ficar atento à situação do cadastro na Receita

Corretor deve ficar atento à situação do cadastro na Receita

Situação do cadastro de empresas corretoras na Receita Federal merece atenção. A Susep recomenda aos Corretores de Seguros que fiquem atentos à situação do cadastro de sua empresa na Receita Federal. Caso esteja diferente de “ativo”, o responsável pela Corretora deve regularizar essa pendência o quanto antes, uma vez que “somente empresas ativas na Receita Federal podem intermediar seguros”. Nos casos em que o nome no cadastro da Receita Federal é diferente do cadastrado, o Corretor de Seguros pessoa física (natural) deve acessar o Sistema de Registro de Corretores e efetuar o login através da sua conta na plataforma Gov.br. Em seguida, deverá acessar o menu no canto superior esquerdo, selecionar “Dados Cadastrais” e corrigir o campo “Nome” ou regularizar sua situação perante a Receita Federal. No caso das empresas Corretoras de Seguros, o responsável técnico deverá acessar o Sistema de Registro de Corretores e efetuar o login através da sua conta na plataforma Gov.br. Em seguida, terá que selecionar “Gerenciar Empresa” e depois acessar o menu no canto superior esquerdo, selecionando “Dados Cadastrais” e corrigindo o campo “Nome” ou regularizando sua situação perante a Receita Federal. Já se a empresa não for encontrada na base da Receita Federal, será preciso regularizar a situação na Receita Federal e carregar o contrato social vigente no cadastro da Susep. Para isso, o responsável técnico deverá acessar o Sistema de Registro de Corretores e efetuar o login através da sua conta na plataforma Gov.br. Em seguida, deverá selecionar “Gerenciar Empresa”, acessar o menu no canto superior esquerdo, selecionar “Dados Cadastrais” e depois “Atualizar Documento”, enviando o contrato social vigente no formato PDF. Após a regularização, o prazo para envio dos dados pela Receita Federal à Susep é de até 90 dias. Sendo assim, durante esse período, a pendência permanecerá em seu cadastro, porém seu registro permanecerá ativo. O responsável pela empresa que não tem o CNAE de Corretora de Seguros na base da Receita Federal ou cujo contrato social ainda não tenha sido enviado, deverá regularizar essa situação acessando o Sistema de Registro de Corretores e efetuar o login através da sua conta na plataforma Gov.br. Em seguida, deverá selecionar “Gerenciar Empresa”, acessar o menu no canto superior esquerdo, selecionar “Dados Cadastrais” e depois “Atualizar Documento”, enviando o contrato social vigente no formato PDF. O CNAE da categoria é “6622300 – Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde”. Após a regularização, o prazo para envio dos dados pela Receita Federal à Susep também é de até 90 dias.

Unimed Natal será reconhecida no Prêmio Líderes Valor Saúde 2026

Unimed Natal será reconhecida no Prêmio Líderes Valor Saúde 2026

PREMIAÇÃO A Unimed Natal será reconhecida no Prêmio Líderes Valor Saúde 2026, com cerimônia de entrega marcada para o dia 25 de março, em Confins/MG. O prêmio reconhece instituições que se destacam pela excelência em desfechos clínicos e pela eficiência no uso de recursos, com métricas ajustadas à complexidade dos pacientes. A cooperativa foi destaque na categoria Institucional – Operadora, pelo uso de gestão assistencial por meio do DRG (Diagnosis Related Groups). O Hospital Unimed Natal também foi classificado como líder nas linhas de cuidado em Asma, Medicina Interna Adulto e Medicina Interna Pediátrica. A premiação tem como objetivo valorizar instituições que contribuem ativamente para a construção de um sistema de saúde mais eficiente, sustentável e orientado a valor, reconhecendo modelos assistenciais que promovem qualidade, transparência e impacto positivo para a sociedade. Fonte: https://tribunadonorte.com.br/

Unidentis alcança 200 mil vidas e consolida expansão estratégica no Nordeste

Unidentis alcança 200 mil vidas e consolida expansão estratégica no Nordeste

A Unidentis, operadora de planos odontológicos nascida na Paraíba, alcançou um marco histórico: 200 mil vidas ativas em sua carteira. O número consolida a empresa como uma das maiores referências em odontologia suplementar no Nordeste e reforça um crescimento sólido, consistente e estratégico nos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O resultado é fruto de uma expansão estruturada, investimentos constantes em rede credenciada, tecnologia, gestão e relacionamento com corretores e empresas parceiras. Em 2025, a Unidentis registrou o maior percentual de crescimento entre seus principais concorrentes, consolidando um avanço exponencial e sustentável no setor. Crescimento com identidade nordestina Fundada na Paraíba, a operadora se destaca por compreender as particularidades de cada mercado onde atua. O crescimento expressivo no estado de origem foi acompanhado por forte expansão em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, onde a marca vem ampliando sua presença empresarial e fortalecendo sua rede assistencial. Esse avanço reforça a capacidade de adaptação da empresa aos diferentes perfis econômicos e culturais da região, mantendo a qualidade do atendimento como prioridade estratégica. Expansão regional e novos mercados Com presença consolidada em três estados nordestinos, a Unidentis já projeta novos passos. A meta é estar presente em todo o Nordeste até 2030, ampliando sua atuação regional com responsabilidade e planejamento estratégico. O próximo grande movimento está previsto para 2026, com o lançamento oficial da Unidentis Alagoas, marcando o início de uma nova fase de expansão territorial. Para o diretor comercial Rafael Macedo, o crescimento precisa caminhar lado a lado com qualidade e adaptação estratégica: “Queremos crescer mais sem perder a qualidade do nosso produto. Estudamos os mercados e entendemos cada estado, como funciona, e nos adaptamos ao mercado local. Alagoas vai ser um desafio enorme, mas quem cresce com qualidade os resultados sempre vão vir naturalmente.” Parcerias que impulsionam a expansão Outro ponto destacado pela diretoria é a importância das alianças institucionais. Rafael Macedo também enfatiza o papel do Conexão Saúde na jornada de expansão nacional: “Pode ter certeza que onde estivermos estaremos lado a lado com o Conexão, pois Gustavo nos liga com todo Brasil.” A união estratégica amplia a capacidade de relacionamento, fortalece o posicionamento institucional e gera novas oportunidades em diferentes mercados. Um crescimento que confirma o caminho certo Alcançar 200 mil vidas representa mais do que um número. É a consolidação de uma operadora paraibana que saiu do mercado local e hoje vive um crescimento exponencial, baseado em qualidade assistencial, gestão eficiente e proximidade com clientes e parceiros. Com visão estratégica, identidade regional e ambição nacional, a Unidentis reforça que está no caminho certo — crescendo com consistência, ampliando sua presença e mantendo o compromisso com aquilo que a trouxe até aqui: qualidade, confiança e resultado. 💙🦷

Mercado devolveu mais de R$ 265 bilhões para a sociedade em 2025

Mercado devolveu mais de R$ 265 bilhões para a sociedade em 2025

O mercado de seguros devolveu para a sociedade, em 2025, mais de R$ 265,3 bilhões sob a forma de indenizações, resgates, benefícios e sorteios. Esse valor representa um aumento de 9,5% em preços correntes e de 4,3% em termos reais (já descontada a inflação acumulada) sobre o montante registrado em 2024. De acordo com dados oficiais da Susep, a média diária de valores injetados pelo setor na economia brasileira no ano passado girou em torno de R$ 726,9 milhões. Aproximadamente 60% desses recursos (R$ 158,1 bilhões) foram referentes a resgates no VGBL, PGBL e planos tradicionais de previdência aberta. Outra soma importante (R$ 79,2 bilhões) foi relativa aos pagamentos de indenizações de seguros. Foram registrados ainda R$ 28 bilhões em resgates e sorteios na capitalização. RECEITA A Susep informou ainda que a arrecadação do setor ficou pouco acima de R$ 415 bilhões no ano passado, representando uma queda nominal de 4,7% em relação a 2024. Já em termos reais (ou seja, descontada a inflação do período), houve retração de 9,28% da receita. Os segmentos de seguros de danos e seguros de pessoas (excluindo o VGBL) arrecadaram, juntos, R$ 223,3 bilhões em 2025, o que corresponde a um crescimento nominal de 7,8% e real de 2,6% na comparação com o ano anterior. Entre os produtos de acumulação (VGBL, PGBL e previdência tradicional), as contribuições somaram R$ 157,8 bilhões de janeiro a dezembro do ano passado, queda nominal de 19,7% e real de 23,5% frente a 2024. No caso dos títulos de capitalização, a arrecadação somou R$ 33,9 bilhões em 2025, com crescimento nominal pouco abaixo de 6% e real de 0,93% na comparação com 2024.

Operadora de saúde entra em falência e sai do controle da ANS

Operadora de saúde entra em falência e sai do controle da ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou o encerramento da liquidação extrajudicial da operadora de planos de saúde NOVA ODONTO LTDA a partir de 11 de fevereiro de 2026. A decisão, assinada pelo diretor-presidente Wadih Damous, foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (19). A medida acontece após a Justiça decretar a falência da empresa, que passa a ter o processo conduzido judicialmente. A liquidação extrajudicial, iniciada ainda em janeiro de 2025, era um procedimento administrativo da agência para organizar o pagamento de credores e supervisionar a situação financeira da operadora. Com a falência, todos os credores interessados devem agora acompanhar o processo judicial na 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte (MG), que será responsável pela administração do patrimônio da empresa e pelo pagamento das dívidas. Fonte: ANS

CORPe Saúde completa 13 anos com expansão e atuação estratégica no mercado corporativo

CORPe Saúde completa 13 anos com expansão e atuação estratégica no mercado corporativo

Administradora de benefícios destaca evolução ao ampliar parcerias com corretores e operadoras e consolidar crescimento no setor de saúde suplementar Neste dia 19 de fevereiro, a CORPe Saúde completa 13 anos de atuação em um dos segmentos mais dinâmicos do mercado: a gestão de benefícios e soluções em saúde corporativa. Ao longo dos anos, a empresa consolidou uma evolução marcada pela ampliação do portfólio, pelo fortalecimento da governança e por um posicionamento cada vez mais estratégico junto a empresas, corretores e operadoras. Fundada em 2013 com a proposta de oferecer atendimento próximo e especializado, a CORPe Saúde acompanhou as transformações do setor, que passou a exigir mais análise de dados, gestão de riscos e soluções capazes de equilibrar qualidade assistencial e sustentabilidade financeira. Nesse processo, a companhia investiu na qualificação das equipes, na estruturação de processos e no desenvolvimento de novas frentes de atuação, acompanhando o amadurecimento do mercado corporativo. Hoje, a empresa se posiciona como parceira estratégica das organizações na tomada de decisões que impactam diretamente a experiência dos colaboradores e a previsibilidade de custos em contratos coletivos. Para o presidente da CORPe Saúde, Dirceu Canal, a data simboliza uma trajetória construída com consistência e visão de longo prazo. “Completar 13 anos representa muito mais do que um marco institucional. É o resultado de um trabalho contínuo, baseado em proximidade com clientes e parceiros, responsabilidade técnica e capacidade de evoluir junto com o mercado. Seguimos atentos às mudanças do setor para entregar soluções cada vez mais estratégicas e sustentáveis”, afirma. O crescimento da empresa também passa pela expansão da rede de relacionamento com corretores e operadoras, fortalecendo a presença nacional e ampliando a capilaridade das soluções. Segundo o diretor comercial nacional, Claudio Pardal, o avanço é reflexo de uma estratégia focada em parcerias de longo prazo. “A expansão da CORPe Saúde está diretamente ligada ao fortalecimento das relações com parceiros corretores e operadoras. Nosso modelo valoriza a construção conjunta, com transparência e alinhamento técnico, criando oportunidades de crescimento sustentável para todos os envolvidos”, destaca. O aniversário ocorre em um momento de transformação relevante da saúde suplementar, impulsionada pelo avanço tecnológico e pela busca por modelos mais eficientes de gestão. Nesse cenário, a CORPe Saúde reforça o compromisso com a inovação responsável e com o desenvolvimento de soluções alinhadas às necessidades reais das empresas. Ao completar 13 anos, a administradora de benefícios destaca que a trajetória construída até aqui é resultado da confiança de clientes, parceiros e colaboradores, consolidando uma cultura baseada em ética, proximidade e evolução contínua, pilares que devem orientar seus próximos passos.

Nova proposta da Susep reforça papel técnico e operacional da corretagem

Nova proposta da Susep reforça papel técnico e operacional da corretagem

A consulta pública aberta pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) para revisão das regras de resseguro joga luz sobre um ponto central da engrenagem do mercado: o papel da corretora de resseguros nas operações realizadas no Brasil e no exterior. A minuta de resolução do CNSP detalha responsabilidades, prazos e limites de atuação desses intermediários, reforçando a separação clara entre intermediação técnica e decisão de risco leitura que também é destacada em análise publicada pelo escritório Mattos Filho. Pela proposta, a contratação de resseguro e retrocessão poderá continuar sendo feita tanto por negociação direta entre cedente e ressegurador quanto com a intermediação de corretoras de resseguro, no Brasil ou no exterior. No entanto, o texto deixa explícito que a atuação da corretora não substitui, em nenhum momento, a manifestação de vontade das partes principais da operação. De acordo com o artigo 4º da minuta, a aceitação dos termos pela corretora não equivale à concordância formal da cedente nem ao aceite expresso dos resseguradores. Da mesma forma, a nota de cobertura emitida pela corretora não substitui o contrato de resseguro, reforçando o caráter instrumental e não decisório da intermediação. Na avaliação do Mattos Filho, a proposta da Susep caminha no sentido de reduzir ambiguidades históricas sobre a atuação das corretoras de resseguro, delimitando com mais precisão onde termina a intermediação e onde começa a responsabilidade das partes contratantes. Essa separação é especialmente relevante em operações internacionais, em que participam cedentes no exterior, resseguradores locais e intermediários estrangeiros. A minuta admite, por exemplo, que operações de resseguro aceitas por resseguradores locais junto a cedentes no exterior possam ser intermediadas tanto por corretoras sediadas no Brasil quanto por corretoras estrangeiras não cadastradas no País, ampliando a flexibilidade do mercado e alinhando o Brasil a práticas internacionais. Um dos pontos mais relevantes do texto está no Capítulo VI, que trata especificamente das operações das corretoras de resseguro. A proposta reforça obrigações operacionais já conhecidas do mercado, mas agora com maior detalhamento e prazos objetivos. Entre as responsabilidades estão: Entregar à cedente, antes do início da vigência do risco, a confirmação de cobertura com percentuais de aceitação; Emitir as notas de cobertura em até cinco dias úteis após o aceite; Formalizar e entregar os contratos de resseguro ou retrocessão, também em até cinco dias úteis após a formalização; Repassar corretamente prêmios, recuperações e demais valores financeiros, conforme os prazos acordados entre as partes. Além disso, a minuta exige que as corretoras mantenham contas correntes no País para intermediação das operações e preservem, de forma organizada, toda a documentação relacionada às negociações, aceitações e fluxos financeiros. Na prática, a proposta da Susep reforça o papel da corretora de resseguros como agente técnico, organizador e garantidor da fluidez operacional, sem atribuir a ela responsabilidades que cabem à cedente ou ao ressegurador. Para especialistas, essa clareza tende a reduzir disputas, fortalecer a governança e aumentar a segurança jurídica das operações, especialmente em contratos mais complexos ou com múltiplas jurisdições envolvidas. A consulta pública ainda está em andamento, e o mercado acompanha de perto os próximos passos da autarquia, que podem consolidar um marco importante para a modernização e a transparência do resseguro no Brasil. Fonte: CQCS

ANS lança consulta pública sobre atualização do Rol de Procedimentos

ANS lança consulta pública sobre atualização do Rol de Procedimentos

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu, nesta terça-feira (10), o processo participativo nº 167, destinado a receber contribuições sobre as propostas de atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. A participação ficará aberta até 1º de março de 2026. Além das propostas em análise, o processo submeteu à apreciação da sociedade o relatório preliminar da 47ª Reunião Técnica da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde (COSAÚDE), em cumprimento às exigências previstas na Lei nº 9.656/1998, alterada pela Lei nº 14.307/2022, e na Resolução Normativa nº 555/2023. O processo participativo nº 167 constitui uma etapa essencial do procedimento regulatório da ANS, permitindo que beneficiários, operadoras, profissionais de saúde, entidades representativas e demais interessados apresentem informações, evidências e posicionamentos antes da decisão final da Diretoria Colegiada da Agência. Para participar, acesse. https://componentes-portal.ans.gov.br/index.html

ANS aprova novas tecnologias para integrarem o rol Tratamentos para dermatite atópica grave e hemofilia grave passam a ser cobertos pelos planos de saúde

ANS aprova novas tecnologias para integrarem o rol Tratamentos para dermatite atópica grave e hemofilia grave passam a ser cobertos pelos planos de saúde

Em reunião no dia 30/1, a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a atualização de diretrizes de utilização (DUTs) de tratamentos para dermatite atópica e hemofilia A grave, para incluir medicamentos ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, ampliando a cobertura aos beneficiários de planos de saúde. Assim, após a revisão das DUTs, as coberturas passam a ser da seguinte forma: – DUT 158, “Terapia Medicamentosa Injetável Ambulatorial (com diretriz de utilização)” – inclusão do medicamento Metotrexto para tratamento de pacientes de qualquer idade com dermatite atópica moderada a grave, evidenciada por uma das escalas de gravidade; e – DUT 65.18, “Terapia Imunobiológica Endovenosa, Intramuscular ou Subcutânea (com diretriz de utilização)” – cobertura obrigatória do medicamento Emicizumabe, para tratamento profilático de pacientes com hemofilia A grave ou com nível de atividade de fator VIII inferior a 2%, sem anticorpos inibidores do fator VIII, com até 6 anos de idade no início do tratamento. As atualizações seguiram a Lei 14.307/2022, que determina que, após a recomendação positiva pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS), as tecnologias devem ser incluídas no Rol da Agência. Ambos os tratamentos passam a ter cobertura obrigatória, de acordo com suas diretrizes de utilização, a partir de 10/2. Fonte: ANS

Onmed Saúde patrocina 3ª Corrida do Povo, em Recife, e reforça presença no Nordeste

Onmed Saúde patrocina 3ª Corrida do Povo, em Recife, e reforça presença no Nordeste

Evento teve apoio da Qualicorp, administradora parceira da operadora Menos de dois meses após dar início à operação no Nordeste, a Onmed Saúde acelera a estratégia de regionalização e visibilidade de marca. A operadora foi a patrocinadora master da 3ª Corrida do Povo, realizada no último dia 8 de fevereiro, em Recife (PE). O evento, promovido pelo Santa Cruz Futebol Clube, reuniu cerca de 2 mil atletas e contou com o apoio da administradora Qualicorp, parceira da empresa na distribuição de produtos na região. Para o mercado, o movimento sinaliza mais do que um apoio esportivo: representa o apetite da companhia em converter presença de marca em capilaridade de rede e novos negócios. "A Onmed não entra em um novo mercado apenas para observar. Vamos oferecer saúde acessível e de qualidade, atrelada à nossa robustez tecnológica e ao suporte das nossas parcerias”, garante o diretor comercial Nacional da Onmed Saúde, Raphael Loures. A iniciativa faz parte do cronograma de expansão da companhia, que busca consolidar a marca junto ao público local e ao canal corretor. "A Onmed estabelece sua presença em novos mercados com o objetivo de aproximar a gestão de saúde da realidade regional. Apoiar eventos que promovem hábitos saudáveis está alinhado ao nosso modelo de atuação", ressalta Loures. Durante o evento, a operadora disponibilizou uma equipe multidisciplinar para oferecer serviços de quick massage, orientação nutricional e aferição de indicadores de saúde (pressão arterial e glicose). A ação reflete a proposta da companhia de aliar tecnologia de gestão ao atendimento presencial. De acordo com o diretor, a operação da Onmed utiliza sistemas de monitoramento para garantir a eficiência no cuidado com os beneficiários. "Investimos em tecnologia para assegurar o controle de qualidade e a resolutividade. Estar presente em eventos locais nos permite demonstrar a aplicação prática do nosso modelo de atendimento", explica. A entrada em Pernambuco integra um plano estruturado de crescimento nacional. Após três anos de consolidação em Porto Alegre (RS), a Onmed realizou, na primeira quinzena de dezembro do ano passado, o lançamento simultâneo de suas operações no Distrito Federal, em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Salvador. A escolha do DF e das capitais segue critérios de relevância econômica e potencial de demanda por novos modelos de saúde suplementar. Segundo Loures, a meta agora é o fortalecimento das parcerias com corretores e empresas locais para ampliar a base de beneficiários. "A próxima etapa deste planejamento é o início das atividades em Belo Horizonte (MG)", revela o executivo. Legenda: Cerca de 2 mil atletas participaram da corrida que teve patrocínio master da Onmed Saúde

Conexão Saúde estreia na Bahia durante a Solidus Folia 2026, maior evento de pré-Carnaval do mercado de seguros do Brasil

Conexão Saúde estreia na Bahia durante a Solidus Folia 2026, maior evento de pré-Carnaval do mercado de seguros do Brasil

A cidade de Salvador foi escolhida para marcar oficialmente a chegada do Conexão Saúde à Bahia, em um dos cenários mais emblemáticos do mercado nacional: a Solidus Folia 2026, reconhecida como o maior evento de pré-Carnaval e de valorização de parceiros do setor de seguros e benefícios do Brasil. Realizado no dia 30 de janeiro, na Doca 01 , às margens da Baía de Todos-os-Santos, o evento reuniu corretores de diversas regiões do país, parceiros estratégicos e lideranças do setor em uma experiência all inclusive, marcada por relacionamento, celebração e conexão entre mercados. O convite para a participação do Conexão Saúde partiu diretamente dos diretores da Solidus Administradora e da E4 Soluções Assessoria l, culminando no start oficial da expansão do projeto para o Nordeste, tendo a Bahia como ponto de partida. O idealizador do projeto, Guga, esteve presente ao lado de Silvana, sócia e produtora executiva, que vem conduzindo a expansão nacional da iniciativa e conectando mercados em todo o Brasil. “Estrear o Conexão Saúde na Bahia, dentro de um evento com a grandiosidade da Solidus Folia, reforça nosso propósito de criar pontes entre pessoas, empresas e regiões do país”, destacou Guga. A Solidus Folia 2026 entregou uma estrutura de alto nível aos convidados, com ilhas gourmet que valorizaram a culinária tipicamente baiana, além de opções variadas de cardápio, pensadas para oferecer conforto e uma experiência completa aos participantes. A programação musical foi um dos grandes destaques do evento e teve papel fundamental na atmosfera de celebração. Subiram ao palco as bandas Água Fresca e Dance+, que levaram muito axé, energia e identidade baiana ao público, além do DJ Gringo, responsável por comandar os sets e manter o ritmo contagiante do início ao fim da festa. As atrações transformaram o encontro em uma verdadeira explosão de alegria, integração e celebração coletiva. “A música tem o poder de conectar pessoas, e a escolha das atrações traduziu perfeitamente o espírito da Solidus Folia: proximidade, alegria e reconhecimento”, ressaltou Silvana, sócia e produtora do Conexão Saúde. O acolhimento dos convidados foi conduzido com excelência por Ulisses Brito, Mário Mendonça, Eduardo e Douglas, executivos da Solidus e da E4 Soluções, que se destacaram pela atenção aos detalhes, pela proximidade com os parceiros e pela sinergia criada ao longo de todo o evento. “A Solidus Folia é um momento de celebrar quem constrói o nosso crescimento diariamente. Receber o Conexão Saúde neste ambiente reforça nosso compromisso com relacionamento, inovação e valorização do corretor”, destacaram representantes da organização. A participação do Conexão Saúde na Solidus Folia 2026 simboliza mais do que uma presença institucional: marca o início de uma nova fase do projeto na Bahia e no Nordeste, fortalecendo conexões, ampliando diálogos e consolidando o propósito de impulsionar o mercado de saúde suplementar em todo o Brasil.

Análises da 47ª reunião técnica da Cosaúde Encontros foram realizados nos dias 27 e 28/1 com o objetivo de discutir propostas de incorporação de tecnologias ao Rol

Análises da 47ª reunião técnica da Cosaúde Encontros foram realizados nos dias 27 e 28/1 com o objetivo de discutir propostas de incorporação de tecnologias ao Rol

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou, nos dias 27 e 28/1, a 47ª reunião técnica da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde). O encontro teve como objetivo analisar as contribuições da participação social e discutir novas propostas de incorporação de tecnologias ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. A diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Lenise Secchin, abriu o debate ressaltando os principais pontos do encontro: “Nosso compromisso é reforçar a governança baseada em evidências científicas, com previsibilidade regulatória e aprimoramento contínuo dos instrumentos de avaliação e diálogo social. Esse processo envolve qualificação de dados, evolução dos indicadores e o aperfeiçoamento da análise de tecnologias, sempre alinhado às necessidades da população e às práticas responsáveis do setor”. A sessão começou com a análise das contribuições da Consulta Pública n° 166 em relação à tecnologia Enzalutamida em combinação com terapia de privação androgênica, para tratamento do câncer de próstata hormônio sensível não metastático, com recidiva bioquímica de alto risco. Em seguida, houve a discussão preliminar sobre a tecnologia Encorafenibe associado a cetuximabe, para tratamento, em primeira linha, de pacientes adultos com câncer colorretal metastático BRAF V600E+. Após os debates, os participantes declararam suas manifestações para compor o Relatório da Cosaúde sobre as tecnologias. Em seguida, foi realizada a análise das contribuições da Consulta Pública n° 163 sobre a tecnologia Inclisirana, para tratamento da hipercolesterolemia primária ou dislipidemia mista. Posteriormente, os participantes analisaram as contribuições da CP n.º 166 em relação à tecnologia Levomalato de Cabozantinibe, para tratamento de tumores neuroendócrinos bem diferenciados, irressecáveis, localmente avançados ou metastáticos, previamente tratados com duas ou mais terapias. Após a discussão e registro em relatório, as duas tecnologias seguem para recomendação final e deliberação da Diretoria Colegiada (DICOL). Na manhã do segundo dia, 28/1, houve a discussão preliminar sobre a tecnologia Mesilato de osimertinibe, para tratamento de primeira linha de pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático, cujo tumor apresenta mutações de deleções no éxon 19 ou de substituição no éxon 21 (L858R) do EGFR, em combinação com pemetrexede e quimioterapia à base de platina. Por fim, os participantes discutiram a tecnologia Talazoparibe, para tratamento, em primeira linha, de pacientes homens adultos com câncer de próstata metastático resistentes à castração com a identificação de mutações nos genes de reparo por recombinação homóloga (HRR). Ambas as propostas terão recomendação preliminar elaborada e serão debatidas em reunião pela Diretoria Colegiada (DICOL). Sobre a Cosaúde A Cosaúde é composta por representantes indicados pelos membros da Câmara de Saúde Suplementar (CAMSS), conforme previsto na Resolução Normativa n° 555/2022. Seu principal objetivo é assessorar a ANS na definição da amplitude da cobertura assistencial no âmbito da saúde suplementar.  Para assistir aos dois dias de reunião, clique em:  Dia 1 youtube.com/watch?v=IE-exgIV1yw&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2F Dia 2 https://www.youtube.com/watch?v=NHde4Z6Plzg&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2F Fonte: ANS

ANS instaura regime de direção fiscal em operadora com 53 mil beneficiários

ANS instaura regime de direção fiscal em operadora com 53 mil beneficiários

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) instaurou o regime de direção fiscal na operadora Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. A decisão consta na Resolução Operacional Nº 3.090, de 30 de janeiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 2 de fevereiro. De acordo com a RO, a medida considera anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves que colocam em risco a continuidade ou a qualidade do atendimento à saúde dos beneficiários, de acordo com os elementos constantes do processo administrativo nº 33910.035299/2024-95. Segundo a Sala de Situação da ANS, a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora possui 53.187 beneficiários de planos de assistência médica. Grande parte desse número é de Minas Gerais. Fonte: ANS

20 mil vidas em dois meses: o crescimento do Viver Saúde

20 mil vidas em dois meses: o crescimento do Viver Saúde

Em pouco mais de 60 dias de atuação nos mercados de Natal e da Região Metropolitana, o Viver Saúde ultrapassou a marca de 20 mil vidas ativas, consolidando uma trajetória de crescimento acelerado no setor de saúde suplementar do Rio Grande do Norte. O desempenho refletiu-se diretamente nos indicadores de mercado. Em menos de dois meses de operação, a operadora alcançou o 6º lugar em market share, posicionando-se entre as principais empresas do segmento na região, em um ambiente altamente competitivo e regulado. Segundo a operadora, os resultados evidenciam a rápida adesão dos beneficiários a um modelo assistencial estruturado com foco em governança, previsibilidade e acessibilidade, sustentado por práticas de medicina preventiva, gestão do cuidado e relacionamento contínuo com o beneficiário. Entre os fatores que contribuíram para o desempenho estão a qualificação da rede credenciada, a otimização dos fluxos de marcação de consultas, a eficiência operacional e a atuação de corpos clínicos tecnicamente capacitados, aspectos que impactam diretamente a experiência assistencial e os indicadores de resolutividade. O crescimento acelerado também reforça a confiança de parceiros, prestadores de serviços de saúde e do mercado em um plano genuinamente potiguar, desenvolvido com foco em segurança assistencial, sustentabilidade do modelo de negócio e promoção da qualidade de vida. Com mais de 20 mil vidas em pouco mais de dois meses de operação, o Viver Saúde consolida seu posicionamento como uma operadora relevante no ecossistema da saúde suplementar do Rio Grande do Norte, demonstrando que é possível aliar expansão, eficiência operacional e propósito institucional.

Hospital Rio Grande assume a Clinort e amplia atendimento na Zona Norte de Natal

Hospital Rio Grande assume a Clinort e amplia atendimento na Zona Norte de Natal

O Hospital Rio Grande expandiu sua atuação em Natal ao assumir a gestão da Clinort, localizada no bairro Igapó. A unidade agora oferece Pronto Atendimento em Clínica Médica e Pediatria, funcionando de segunda a sábado, das 7h às 19h, com equipe qualificada para atender adultos e crianças. A iniciativa reforça a presença do Rio Grande na Zona Norte, facilitando o acesso da população a serviços de saúde próximos e resolutivos, além de ampliar a cobertura da Viver Saúde na região, já que o hospital integra a rede credenciada da operadora. “Nosso objetivo é unir proximidade e excelência nos cuidados de saúde, proporcionando aos beneficiários um atendimento ágil e seguro”, complementa Dr. Jean Walber, diretor médico da Viver Saúde. A integração das unidades reforça o compromisso com acessibilidade, qualidade e humanização, garantindo que mais pessoas na Zona Norte de Natal tenham acesso a atendimento médico completo, próximo de casa.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) dará início à regulação do mercado de cartões de desconto.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) dará início à regulação do mercado de cartões de desconto.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) dará início à regulação do mercado de cartões de desconto. O presidente da agência, Wadih Damous, afirmou na última segunda-feira (26/1), durante o evento Diálogos da Saúde, organizado pelo JOTA, que vai instalar em até um mês um grupo de trabalho para discutir o tema, com a participação dos demais membros da Diretoria Colegiada. Na entrevista, Damous defendeu a importância de se ampliar o poder da agência para combater o aumento da judicialização no país. Também comentou o fim do “sandbox regulatório” para discutir planos de menor cobertura e afirmou a necessidade de regras mais duras para as operadoras que descumprem as normas da agência. Confira a seguir os destaques da entrevista. Cartões de desconto e registro provisório A regulamentação dos cartões de desconto é reflexo de determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferida em novembro. Na ocasião, a Corte estabeleceu a competência da agência para fiscalização do produto, que, ao longo dos anos, vem ganhando espaço, sobretudo entre pessoas que pensam em alternativas para planos de saúde. A primeira providência, disse Damous, será conhecer o universo das empresas que atuam neste mercado. A ideia é criar um registro provisório. Atualmente, não há estudos confiáveis sobre o número de pessoas que se valem deste tipo de produto. O presidente da ANS adiantou que a ideia é abordar alguns pontos já no início da discussão. Entre eles, a exigência de que o CNPJ das empresas de cartão de desconto seja distinto das operadoras de planos de saúde. “O consumidor tem de ter claro que plano de saúde é uma coisa, o cartão de desconto é outra.” Ele também destacou que marcas de planos não podem ser “emprestadas” para essa categoria de produto. Damous lembrou que o mercado de cartões é diverso, com produtos que oferecem serviços distintos, característica que vai exigir um trabalho detalhado da ANS. “Nem o nome ‘cartão de desconto’ é um consenso. Nós temos diversas modalidades e precisamos saber que serviços prestam. Qual é o seu modelo de negócio?”, disse. Para chegar à regulamentação, o primeiro passo será o registro das empresas. “Essa é uma das questões mais imediatas, que vamos poder iniciar antes das discussões mais profundas. Quem quiser continuar no ramo de negócio vai ter de pedir um registro provisório”, destacou. A princípio, a ideia é que a regulamentação ocorra até o próximo mês. Não foi definido, porém, um prazo para que a discussão seja encerrada. “Nós iremos seguir o rito da nossa agenda regulatória, que tem como prazo final o ano de 2028”, completou. Judicialização Na entrevista, Damous condenou a postura de operadoras que negam procedimentos previstos no Rol de coberturas obrigatórias e afirmou ser necessário encontrar alternativas para que a ANS consiga combater essa falha. “Isso é uma anomalia: a operadora negar um procedimento que está previsto no Rol. Por isso, é necessário pensar em uma alteração regulatória para garantir que haja, de fato, uma cobertura assistencial do que está previsto”, declarou. Para o presidente da ANS, a solução seria a criação de mecanismos mais precisos, que garantam o cumprimento das regras. Isso dispensaria, continuou, a necessidade de o beneficiário recorrer ao Judiciário. Entre as estratégias, poderiam estar multas mais pesadas e também sanções mais severas às operadoras que descumprem as normas da agência reguladora. “É uma alternativa mais coercitiva, que impeça esse descumprimento, que tem sido recorrente”, detalhou. PL dos Planos de Saúde Uma possibilidade para ampliar os mecanismos de regulação da ANS seria reformar a Lei dos Planos de Saúde, redesenhando o papel da agência. Uma oportunidade para isso estaria no PL 7.419/06, que tramita na Câmara dos Deputados, sob a relatoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE) Damous afirmou já ter se encontrado com o parlamentar para discutir linhas gerais do projeto. De acordo com o presidente da ANS, Domingos se mostrou receptivo à proposta de conferir poderes para que a agência possa regular temas que, hoje, não são de sua competência. “Deixei isso muito claro em nossas conversas. É algo que fortaleceria a regulação. Fortaleceria a imagem da ANS”, afirmou. Um desses pontos seria, segundo Damous, a rescisão unilateral de contratos coletivos. “Não é que o Congresso vai decidir: ‘Fica proibida a rescisão'”, explica. “A lei vai autorizar que a ANS regule. Aí a bola vai ser passada para nós. Estaremos autorizados pelo processo legislativo”. Damous disse que será possível conhecer um cenário mais preciso sobre as possibilidades de tramitação da proposta em fevereiro, com a retomada dos trabalhos legislativos. Queixas de operadoras e política de reajuste de preços No evento, Damous também rebateu queixas do setor empresarial sobre instabilidade e dificuldade de expansão do número de usuários. “Se o número de beneficiários permanece o mesmo há quase 20 anos, é porque o beneficiário não tem acesso financeiro ao plano de saúde”, ressaltou. O presidente da ANS também disse que as queixas de instabilidade financeira do setor não se aplicam a todas as operadoras. “Isso se aplica a operadoras de médio e pequeno porte. Agora, quanto às chamadas grandes operadoras, eu gostaria de saber que instabilidade é essa”, questionou. Segundo ele, a complexidade dos contratos atuais — um universo que envolve autogestão, cooperativas e seguradoras — é um desafio que a regulação precisa enfrentar, e é esperado que haja resistência nos setores regulados. “A gente não vai deixar de cumprir a nossa missão regulatória [só] porque há setores que resistem à regulação”, declarou. Wadih adiantou que as operadoras que alegam problemas financeiros precisarão comprovar isso à ANS. “Para que a revisão técnica [aumentos excepcionais de preço] das empresas seja autorizada, ela terá que demonstrar que sua operação corre risco, de forma efetiva”, afirmou. De acordo com ele, a operadora também teria que se comprometer a voltar a comercializar planos individuais para ter o pleito atendido. Planos de menor cobertura A discussão sobre planos de menor cobertura por meio de sandbox regulatório está totalmente sepultada, disse o presidente da ANS. A proposta, feita em fevereiro de 2025, provocou reação imediata de setores ligados ao direito do consumidor. O argumento era que as normas contrariavam a Lei dos Planos de Saúde ao vetar diversas terapias aos contratantes do novo produto. “Há um consenso dentro da agência de que essa proposta não foi bem compreendida pela sociedade e pelos setores regulados”, destacou. “Nosso foco agora se volta para a regulação dos cartões de desconto e para o aprimoramento das regras existentes. É nisso que vamos nos debruçar”, concluiu. Fonte: JOTA Info

Cancelamento do registro de três operadoras

Cancelamento do registro de três operadoras

A Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras (DIOPE), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicou um cancelamento do registro no Diário Oficial da União (DOU), no dia 30 de janeiro. A medida atinge três operadoras, sendo uma delas de autogestão: Paraná Clínica Planos de Saúde S/A, Caixa Assistencial dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil e Ameron – Assistência Médica Rondônia S/A. Segundo o comunicado da ANS, a empresa Paraná Clínicas Planos de Saúde S/A teve seu registro cancelado devido a uma incorporação. Já o motivo para o cancelamento das operadoras Caixa Assistencial dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil e Ameron – Assistência Médica Rondônia foi a liquidação extrajudicial. Fonte: CQCS | Adriane Sacramento

Parceria entre Viver Saúde e AESCON/RN garante condições especiais para empresas contábeis

Parceria entre Viver Saúde e AESCON/RN garante condições especiais para empresas contábeis

O Viver Saúde segue avançando no mercado do Rio Grande do Norte ao firmar mais uma parceria estratégica, desta vez com a AESCON/RN – Associação das Empresas de Serviços Contábeis do Estado do Rio Grande do Norte. A iniciativa amplia o acesso dos associados da entidade a planos de saúde empresariais com condições diferenciadas. Por meio da parceria, os associados passam a contar com plano empresarial a partir de uma vida, com vigência a partir de março, facilitando a adesão de pequenas empresas e profissionais do setor contábil que buscam praticidade e rapidez na contratação de um plano de saúde. Os benefícios incluem valores exclusivos, como o plano Turmalina CE QC, com coparticipação completa, disponível por R$ 116,28* para pessoas entre 24 e 28 anos. A proposta reforça o compromisso de oferecer soluções acessíveis, alinhadas às necessidades do público empresarial. O presidente da AESCON/RN, João Henrique Bezerra Duarte, destacou a importância da parceria como forma de ampliar os benefícios destinados aos associados, ressaltando a afinidade com o propósito do Viver Saúde, que prioriza o cuidado integral, a prevenção e uma relação mais próxima com seus beneficiários. Com essa nova parceria, o Viver Saúde reafirma sua atuação como um plano potiguar que cresce de forma consistente, apostando em parcerias sólidas, atendimento humanizado e foco contínuo na promoção da qualidade de vida.