O mercado pet brasileiro segue em expansão e já movimenta não apenas o varejo de produtos e serviços, mas também o setor de saúde animal. Com mais de 160 milhões de animais de estimação no país, o Brasil ocupa atualmente a terceira posição entre os maiores mercados pet do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.
Em meio ao aumento dos custos veterinários e à crescente humanização dos animais, os planos de saúde pet vêm ganhando espaço entre os tutores brasileiros.
Uma pesquisa da consultoria CVA Solutions, realizada com 4 mil tutores, mostra que os brasileiros destinam, em média, 8% do orçamento mensal aos pets. O custo médio mensal com um cachorro chega a R$ 690, enquanto o de um gato é de R$ 574.
O levantamento também aponta que 33% dos entrevistados consideram o animal de estimação como um filho, movimento que acompanha, inclusive, o avanço do Projeto de Lei nº 3915/2025, que propõe instituir o Dia Nacional dos Pais e Mães de Pets no Brasil.
Busca por economia amplia adesão aos planos pet
Nesse cenário, cresce a procura por soluções que ajudem a reduzir gastos inesperados com consultas, exames e emergências veterinárias. Segundo a CatLife, plano de saúde pet voltado exclusivamente para gatos, a contratação do serviço pode gerar economia de até 40% ao ano em despesas veterinárias.
Hoje, os principais custos dos tutores estão concentrados em alimentação, banho e tosa e assistência à saúde dos animais.
Potencial de crescimento ainda é elevado
Apesar do avanço do setor, o potencial de crescimento ainda é considerado alto. Atualmente, apenas 25% dos brasileiros possuem plano de saúde para os pets. Em 2024, esse percentual era de 21%, indicando uma expansão gradual da adesão ao serviço.
Especialistas do mercado avaliam que o aumento da conscientização sobre prevenção e cuidados contínuos com os animais deve impulsionar ainda mais o segmento nos próximos anos.
